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domingo, 2 de janeiro de 2011

" Ser você mesmo " (desabafo)

Enquanto planejamos o futuro, é o que chamamos de vida, enquanto planejamos mudar, estamos 
sendo nós mesmos.Acho que essa coisa de "ser" e de "personalidade" tão confusa e relativa. Creio que 
não podem apenas dizer "sou tímida", pois sempre haverá alguém que você será mais extrovertida, 
sendo assim, você deixa de ser completamente tímida, ou pode ocorrer no contrário. Você também 
pode se dizer persistente, mas um dia chega a hora em que você cansa de lutar, e lhe pergunto, onde 
lhes foi parar a persistência ? Sempre digo que não me conheço, não sei o que sou, ou quem sou, e 
personalidade pra mim é uma farsa para os defeitos. Atirem-me pedras quando eu andar nas ruas. 

Talvez eu apenas tenha medo de coisas tão objetivas, como "eu sou, eu faço" , acho que somos 
apenas pessoas, e pessoas não devem ser definidas em grupos, classes, raças, ou seja lá o que for, 
pessoas são apenas pessoas, seres racionais que estão aqui só de passagem, e que não podem nem 
devem ser apenas uma coisa, ou duas que seja, e porque não ser tudo ? Porque se definir pelo estilo 
de música de ouve ? Ou pelo lugar que freqüenta ? Ou pela roupa que veste ? Porque essa 
necessidade tão grande de ser diferente, de ser aceitado em um certo grupo ? Francamente, isso me 
parece revolta da pré-adolescência. Porque dizer "sou rockeiro dumal from hell \m/", ou "sou v1d4 
lok4 mano", sinceramente não entendo tudo isso, eu duvido que esses posers que dizem "sou 
roqueiro" nunca tenham parado para ouvir outro estilo de música e ter gostado. 

Durante algum tempo pensei que eu estivesse errada, porque diziam "tenho personalidade forte" e eu 
nunca entendi ao certo o que isso significa, e pra mim isso não vale de nada, ou posso muito bem ser 
arrogante com uma pessoa, e delicada com outra, sendo assim não posso dizer "eu sou arrogante" ou 
"eu sou delicada", porque podemos ser o que quisermos sempre, e muitas vezes dependem da forma 
como agem conosco, portanto percebi que o problema não era comigo, e talvez eu estivesse certa no 
meu modo de pensar, portanto seja o que querem quando quiserem, sem julgar e nem ser julgado, 
apenas não se limitem, ou se definem, pois essa é a minha definição der "ser você mesmo".

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Era o que eu queria. . .

O que eu queria era uma vida tranqüila, sem problemas aparentes, cabelos desarrumados - dreads locks - sandalhinha rasteira, alargador, corpo e cabelos queimados do sol. Ser humilde, empático, alegre. Morar numa casa de frente ao mar, feita de palha até, acordar com o som do mar, e o sol entrando pelas frestas das janelas improvisadas. Correr contra o vento, correr para o nada, com alguém do lado, troca de olhares, sorriso no rosto e roupa molhada. Tecidos leves, tons pastéis, cultivar a vida, preservação do planeta, se sirva. Usar pulseiras hippies, ouvir reggae, ter um  chapéu de palha, nada que precise de um click. Com uma viola de um lado, você de outro, fogueira acessa, tocando o som que te faz viajar. Era o que eu queria, tomar banho de roupa, andar de bicicleta, praia deserta, povoada por nós, pra nada mais importar. Ser feliz, sentir o gosto do teu corpo e tomar água de coco.Era o que eu queria. . .

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Edificar

Amei, tentei fugir
Senti, vivi e calei
Deixei o que mais pedi
Adeus! se foi quem mais amei.


Custei a encontrar
Fingi não enxergar
Sofri para esquecer
Para enfim me reerguer


Cada vez que avisto o luar
Me ponho a lembrar
De tudo que me encantou
De tudo isso, nada restou


Precisei seguir em frente
E para trás não mais olhar
No fundo deste peito descontente
Ainda resta amor pra dar.

domingo, 7 de novembro de 2010

Pesadelo!

Distribuí "boa noite" à todos e deitei. Lua cheia e brilhante fazia reluzir as pequenas flores que brotavam no início da primavera. O sono chegou depressa, então me deixei levar, com pensamentos bons, tentando atrair bons sonhos. Não ocorreu bem como o esperado. Perseguição! Medo e insegurança, correndo angustiosamente para salvar minha vida - se é que ainda lhe tinha -, pavor, terror, estranho prazer de sensações diferentes, batimentos cardíacos acelerados, o coração parecia ser esmagado pelas costelas, suor frio, o rolar de lágrimas constantes e visíveis. Entrei num beco, que por azar não havia saída, gritos saiam abafados, garganta parecia fechar, então apareceu. Uma sombra apareceu. Espera um pouco. Um véu se deslocou um pouco do seu rosto com uma pequena brisa. Mais medo e terror, dessa vez mais um sentimento surgia. Confusão! Apesar da escassez de luz, dava para notar, impossível seria se não notasse. Era eu! Eu? A figura à minha frente era minha, o meu lado mal, a metade da laranja podre, tudo que eu mais evitava o meu lado negro e sombrio. Mais horror. Aticei um caco de vidro que estava perto, eu não pensei duas vezes em matá-la. Mas como? E se o pior acontecer? E de repente um impulso me puxou para baixo, como um vácuo, um buraco negro. Era isso, um pesadelo. Abri os olhos preguiçosamente, medo e batimentos acelerados ainda me acompanhavam, senti uma lágrima descer do meu rosto vagarosamente até chegar ao travesseiro, então olhei em volta, tudo parecia normal, o sol passava pelas frestas da janela, o que me fez sentir paz, e então pensei: Por mais que eu esteja no escuro, com pavor, o sol vai voltar a brilhar! 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Pra sempre - Exploda



Difícil de acreditar
Em tudo que restou depois de um amanha
Fechar os olhos e imaginar
Segundos que passaram que ja nao existem mais
E a cada dia eu tento entender
Mas é impossivel aceitar

Aonde eu for, vivo por voce
Na esperança de te encontrar
Aonde eu for, espero por voce
Pra sempre e sempre, eu vou te levar

E outro dia que eu falhei a procurar
Uma saida sem voce
Mas lembranças sempre vão restar
Pra me darem forças pra continuar

Aonde eu for, vivo por voce
Na esperança de te encontrar
Aonde eu for, espero por voce
Pra sempre e sempre, eu vou te levar

Por mais que a vida possa me mostrar
Novas razóes pra viver
Eu sei que voce sempre vai estar aqui
Sempre vai estar aqui

Aonde eu for, vivo por voce
Na esperança de te encontrar
Aonde eu for, espero por você
Pra sempre e sempre, eu vou te levar





A Banda Exploda hoje completa 2 anos, e estou homenageando-os pondo uma música deles aqui, pra mim, a melhorrr *-----*
Entrem na comunidade, beijos a todos :http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=63050421
Antes que me matem, créditos a Taís Volppi, e sigam ela http://submersoflutuante.blogspot.com/ (:

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Versos íntimos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!





Poema do nosso ilustre Augusto dos Anjos, um dos principais autores pré-modernistas brasileiros. E o melhor para mim!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Inerte de um mundo hipócrita.

Algo toma conta de você inesperadamente. Lento e contínuo, sua garganta fecha, no seu rosto o rolar de lágrimas torna-se frequênte, e te deixa inerte as coisas mundanas. Nada mais importa, o mundo se torna hipócrita, e perde-se o valor de tudo que você pensava ter. Mistura de sentimentos, um verdadeiro híbrido, você se torna inerente desta coisa que te domina, a confusão predomina. Mente escura, olhos fechados procurando loucamente por razão, ou motivo de tudo isso te abater tanto, isso se torna encontrolável, e logo depois vem o desabafo. Ilusões, mentiras, fantasias, tudo se torna mais verdadeiro por alguns milésimos de segundos, pensa enlouquecer, saudades do que nunca viveu, vontade de ouvir novamente o que jamais ouvira. Não! Ver de novo aquele olhar, já basta, te tranquiliza. Falsa felicidade, falsa paciência, tudo desaba em poucas palavras não ditas, força maior te puxa ao chão, sem fim por sinal. E você consegue encontrar falsas verdades, falsas palavras, falsos prazeres, o que não é nem de perto suficiênte. Os batimentos cardíacos elevados já não te amedronta, se tornam contínuos. E agora ? E o que fazer, e o que fazer. . . Viver sua falsa felicidade, presa em algo intríseco, mas não existente, ou apenas seguir em frente ?