sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Novo ano, seja bem vindo! (ultimo post de ano)
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Estrelas
O céu está tão estrelado hoje, soa inspirador, soa alegria, perdão, amor. É mesmo pena que nem todos querem se dar o trabalho de levantarem a cabeça e apreciá-lo. Tá, tudo bem, o sol e a lua parecem brilharem mais, e são únicas. Estrelas são bilhões, talvez este o motivo de não lhe darem o devido valor. Quando temos algo de sobra, não damos muito valor não é mesmo ? Apesar de serem inúmeras, cada uma tem sua peculiaridade específica e única, não duvidem. São como as pessoas, atuais 7 bilhões e cada uma com sua individualidade incrível, cada um perfeito do seu jeito, com ideais e crenças diferentes. Luzes vindas da terra e do céu.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
A arte de ler (2)
Continuo e me pergunto, porque ainda escrevo? Quem liga mesmo para blogs? Uma vez perguntei a minha prima de 10 anos se ela queria um certo livro, e ela me respondeu: para que eu quero o livro se eu posso assistir o filme? Impactante e deprimente. Onde foi parar o hábito de ler dessas crianças de hoje? Na minha infância li muitos livros, contos, no geral histórias infantis, e trago isso comigo. A culpa deve ser mesmo dos pais, ou mídia; os pais não incentivam mais a leitura de seus filhos e depois os reclamam por ter ficado na recuperação, a mídia, ah, você vê propaganda de lançamentos de livros? Não, nem eu, e de filmes, já viu? Não estou depredando a imagem dos filmes, pelo contrário, amo filmes, mas deveríamos dar atenção às outras artes tão boas ou melhores que os filmes. Fica a dica do dia, incentive seus filhos a lerem e contribua para um mundo mais culto.
domingo, 27 de novembro de 2011
Apenas viva e ame
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
"... e por amor serei, serás, seremos."
Brigaram na noite passada, raiva, raiva e raiva. Resolveram se encontrar no dia seguinte, ele chegou primeiro e a esperou com uma rosa vermelha, ela já chegou aos prantos abraçando-lhe. Abraçaram-se por intermináveis minutos, ambos chorando muito, o rolar das lágrimas dela molhava a camisa dele na altura dos ombros; o rolar de lágrimas dele molhava o pescoço dela. Beijaram-se veemente, ele entregou-a rosa, ela derretida que era voltou a chorar em seus ombros. Desculparam-se muito e finalmente voltaram a trocar as fervorosas e verdadeiras juras de amor. Alí mesmo, no meio do shopping center, pessoas indo e vindo e certamente os enxergavam com facilidade. Momentos depois lhe aparecem em senhor que já aparentava uns sessenta e disse-lhes: tem algum casal apaixonado aí? A garota, boba que era riu e disse sim. O senhor perguntou: qual dos dois está apaixonado? O rapaz respondeu sem hesitar: os dois. O casal se entreolhou, ah, o rapaz era lindo, e estava mais lindo ainda com aquele nariz rubro por conta do choro. E então o senhor disse: vocês conhecem Pablo Neruda? Ah, ele era impressionante, amicíssimo de Vinícius de Moraes. Ambos consentiram. O senhor: eu sou professor de inglês e francês, tenho uma coisa aqui para vocês. A garota não parava de chorar - mesmo com o sorriso no rosto -, e nem lembrava mais porque chorava, acho que era de amor. O senhor revirou sua mochila, havia muitos papéis, depois de alguns enganos finalmente o encontrou, e deu-lhe ao casal, ofereceu boa tarde ao ilustre casal e foi-se. Ambos leram juntos os versos de Pablo Neruda. A garota pôs-se a chorar novamente, dessa vez sabia que era de felicidade, o destino parecia mesmo estar a favor daqueles dois jovens sonhadores. Ela maravilhada com os versos e a rosa, ah aqueles dois... Jamais me esquecerei do amor contido naqueles beijos, naquelas juras, naqueles afagos, carinhos e ternuras.
Página 82 do livro: "100 sonetos de amor" de Pablo Neruda.
"Talvez não ser é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando o meio dia como uma flor azul,
sem que caminhes mais tarde pela névoa e os ladrilhos,
sem essa luz que levas na mão
que talvez ninguém soube que crescia
como a origem da rubra rosa.
Sem que sejas, enfim, sem que viesses
brusca, incitante, conhecer minha vida,
aragem roseira, trigo ao vento
e desde então sou porque tu ès,
e desde então ès, sou e somos
e por amor serei, serás, seremos. "
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Sabem aquilo que chamam de nostalgia ?
Saudade é algo tão relativo, acho que sentimos
saudades daquilo que amamos. O que já passou e talvez nem valha a pena
lembrar-me, prefiro chamar de "sentir falta". Bem pensado, sabiam que
a palavra saudade apenas existe na língua portuguesa? Retomando... Sinto falta,
muita falta de muita coisa, tudo e todos seria um imenso exagero, mas há alguns
minutos estava assistindo ao show de uma banda de rock brasileira, uma banda
que nem gosto muito, e nem nunca gostei. Mas a garota da banda fez lembrar-me
de alguns não tão longínquos tempos. Lembrou-me cabelo, jeito, unhas,
instrumentos, voz, roupas... Lembrou exatamente o que eu era e o que fazia há
um tempo. Sabe aquilo que chamam de nostalgia? Aperto no músculo cardíaco? Pois
bem, talvez me entendam. Isso me fez pensar no que era e no que me tornei, e
como me tornei isso. É estranho, muito entranho, até porque há uns meses atrás
não me imaginaria NUNCA dessa forma. Mas eu estou bem sabe? Acho que bem como
nunca antes, tenho tudo que sempre quis, mudei bastante mentalmente, posso
dizer que evoluí e amadureci muito, tanto que mal reconheço. Mas não é isso
mesmo que acontece com todos? Então ficamos por dizer. É só mais um momento
nostálgico pelo qual realmente sinto falta, mas não saudades. Não saudades porque
não necessariamente amo aquele tempo. É normal sentir falta de coisas antigas
certo? Pois então, daqui a algumas horas durmo, e acordarei feliz e terna como
sempre, e talvez todo esse sentimento passe até antes disso. Portanto, sintam
falta, recordem como foram, como desejam ser, digo para recordarem o futuro
pensando em coisas que antes desejariam ser. E vivam o futuro, porque viver o
presente soa muito clichê!
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
A arte de ler
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