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domingo, 6 de janeiro de 2013

Quem sabe

Quem sabe minha vida anda,
E não desanda como antes
Quem manda ser tolo, quem manda ?
E não querer ser mais amantes.

Quem sabe minha mente não estranha
Sem te ver toda semana
A lua nem mais sorri
Quem dera curar, fugir daqui.


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Lamentável

É lamentável você não perceber a pessoa incrível que tem do seu lado.
É lamentável você não tentar fazê-la feliz todos os dias como o fazia antes.
É lamentável você deixar seu amor se aprofundar em mágoas, e nem ao menos tentar mudar o curso dessa situação.
É lamentável você destruir o castelo que ajudou a construir, e nem perceber que o faz.
É lamentável você deixar as pessoas tristes e nem perceber o que está fazendo e a intensidade com que o faz.
E dói, e machuca, e esgana, e empobrece. E chega!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Serei breve:

Preciso de ombros, mar sol, lar;
de peitos contentes, parar de pensar.
Preciso sentir a vida, apreciar o que faz falta;
conhecer novos sabores, amores, acordes.
Sinto que se não o fizer as vontades,
decairei como sinto que estou indo,
E será breve!
Ao chão, como estou sentindo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Que seja

Que seja gélido, insosso ou sarcástico;
Que seja quente, salgado ou irreal;
Que seja líbido, venenoso ou efêmero;
Que seja tênue, vantajoso ou natural;
Que seja o mais, o menos e o todo;
Que seja odor de paixão ou alívio de amor.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Essa menina...

O teu cheiro e o teu olhar quente;
O enrolar ao longo dos escuro fios;
O andar arrastado e voz mansa;
A flor no cabelo e o brilho nos lábios;
A rara vaidade e pouca ambição;
A doação completa do que faz;
O vestido longo, a rasteira sandália;
A roupa simples e mente rica;
A insegurança insolente, amor ardente;
Seja no raiar do sol, ou pôr da lua, essa menina me faz amado, feliz, completo.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Teus Olhos

Teus olhos são lindos, porém parcos, curiosos demais. Procuram e acham o que não deveriam, ofendem e matam aos poucos.
São velozes, vorazes, quase granada, por vezes se tornam fúteis, outras, desmaiam ao chão.
Quando querem são encantadores, gentis. Por vezes parecem a nascente de um rio, noutras, eles riem.
Teus olhos me acabam, me mentem, me xingam.
Ah, mas como são lindos teus olhos!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ambiguidade

Eu sou ambiguidade severa, sou humana, sou pantera, sou efêmera e eterna;
Sou quente e frio, sou calor e arrepio;
Sou silêncio curto e eterno grito, sou quase o contrário de tudo que afirmo;
Sou cruel e sensível, sou choro e sou riso, doce mar e salso rio;
Sou terra e céu, azedo como beijo e doce como fel;
Sou sanha e amor, espinho e uma rosa flor;
Sou a anciã que corre, a jovem que dorme;
Sou você, eu, sou tudo, sou humana inversa a todo mundo.